quarta-feira, agosto 25, 2010

Nau

E a gente vai desfazendo de coisas, pouco a pouco, até que no fim restem pequeninos fios, frágeis, quase invisíveis. Aquilo que era tão certo na mente, agora é apenas um fio imaginário que se tenta evitar. Já não há objetos, presença, palavra, promessa, existe apenas aquele fio, estático, esperando o menor dos descuidos atentamente. O fio era a realidade desejada, a felicidade imaginada, que de tão esperado, todos pareciam saber que era frágil demais, e em cada ponto desse fio, estão dois pensamentos, agora dispostos a soltar o que tão firme um dia foi.

sábado, agosto 14, 2010

Luz.



Quando a rua se abre em luzes, só posso pensar que ela está cheia... de pensamentos, de carros, poucos espaços para tantas pessoas e seus mundos. Há uma moça com um casaco branco no meio do asfalto que esfria no começo da noite, tem viciados que não sabem o rumo do olhar, penso então onde estão seus pensamentos e onde eles vão quando o fogo surge, não sei.
Penso que a vida deveria ter mais respostas, não seria necessário se afogar em tantas indagações para no fim não saber todas as respostas. Seria talvez uma resposta para quem ignora, mas seu sonho ilustra e mostra o escondido, quase como um pesadelo, mas bom, o pesadelo então seria a vida, a felicidade ignorada, e agora ilusão.
Ninguém sabe o que fazer quando não se consegue esquecer, virou uma sina, e isso está encravado, escrito em luzes que não se apagam, não se vive sem ela, a claridade do dia apenas dá espaço para essas luzes que estão nas ruas ou em um lugar horizonte imaginado.

segunda-feira, junho 14, 2010

Caleidoscópio:


Segundo dicionário Silveira Bueno de 1989 (?), essa palavra significa aparelho que, por certa posição de espelho, produz inúmeras figuras. Em um marca páginas na janela, ele afirma que é algo que te faz ver além, outro mundo talvez.
Certos fatores ou até mesmo pequenos detalhes, como música, filme, poemas, pessoas, lugares... nos fazem sentir que estamos em outro mundo, naquela hora tudo é mais colorido e de tão bonito e cheio de sentidos, parece não ter explicação. Assim são certos sentimentos, sobre eles não se dialoga, apenas se sente.
O mundo ali fora, pode parecer um mero observador, estático e de tão parado sempre parece ser o mesmo e com a mesma paleta de cores. Mas, penso que se escolher bem cada pequeno detalhe dentro do nosso universo interior, até coisas que de tão sem explicação trazem o medo, elas, se transformariam em um verdadeiro caleidoscópio de sentimentos bons.

terça-feira, maio 25, 2010

A fila

Onze da manhã desta terça, saí com um amigo meu pra ir no sebo, ver um livro que segundo ele não é mais publicado, ele achou. Eis que passamos ao lado do Teatro da Caixa e vi uma fila que dobrava a esquina, e cada pessoa estava ali para comprar o ingresso do Tom Zé, pra sexta, sábado e domingo. Entrei também na tal fila, descobri que não passava cartão, deixei o amigo lá e fui tirar dinheiro, quatro quadras, descobri que só tinha desconto quem tinha o cartão da caixa, mais seis quadras, e dois telefonemas. Após duas horas na fila, encontrei um cachorro parecido com a Cecília, o Jimmy, preto com o peito branquinho igual ela e quando passei e vi ele, eu abri um sorriso e fiquei lá feliz, fazendo um cafuné. Ele teve que andar com a dona que seguia a fila e eu voltei pro meu lugar. Mais cinco minutos, e ouço uma voz falando que acabara os ingressos, daí eu pensei que era esperado mesmo, porque a Caixa só me dá dor de cabeça, é cartão clonado, é ingresso que tem que ter o cartão, é fila, é mil pessoas no banco, enfim o samba do criolo doido ao pé da letra. Tudo bem, perdi duas horas pensando nos ingressos, mas do lado de um amigo, do lado de gente conversando sobre tudo, de um violão cantando no fim da fila, e apesar de tudo fiquei feliz e pensei no Jimmi ali com seus olhos pretos, e apesar dele ter recebido meu cafuné mais carinhoso, na verdade foi ele que me fez dar um sorriso que eu precisava pra não ficar brava com um banco. Ando com saudades demais, quando caminho pelas ruas, em cada canto, cada detalhe, algo me traz lembranças e sonhos que guardo no lugar mais quentinho de meu coração e para isso não é preciso fila apenas um pouco de paciência, creio eu.

quarta-feira, abril 07, 2010

Desencontrários

Mandei a palavra rimar,
ela não me obedeceu.
Falou em mar, em céu, em rosa,
em grego, em silêncio, em prosa.
Parecia fora de si,
a sílaba silenciosa.

Mandei a frase sonhar,
e ela foi num labirinto.
Fazer poesia, eu sinto, apenas isso.
Dar ordens a um exército,
para conquistar um império extinto.

[Paulo Leminski]

sexta-feira, março 05, 2010

Banquinho de pensamentos


Uma pausa. Olhar de outrora. Quer dizer que já não existe mais?
Música antiga. Papel amassado. Poema esquecido. Amor reprimido.
Cadeira. Árvore. Mãos. Cabelo comprido. Deveria ter feito mais?
Ruas novas. Livro relido. Vestido antigo. Outra pausa. Sorriso escondido.
Os dias passaram. A mão que apóia o rosto escondera meu sorriso.
Nada foi dito. Relógio fez círculos. Pensamento ficou.


Suellen Yoshihara

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Secret heart.


Olhando da janela do quinto andar, percebo que nenhuma folha de árvore se mexe, o silêncio lá fora quase que permanece, a cigarra e a música baixinha do computador competem acirradamente. A minha escrivaninha sempre foi em frente à janela, eu quis assim quando desenhei meu quarto em um rascunho antes da mudança para cá. Já fazem oito anos que eu me sento aqui, e parece que eu lembro cada palavra que eu escrevi neste mesmo lugar. Passou o tempo de colégio, e até mesmo o de faculdade, foram cadernos, livros, a máquina de escrever, folhas, todos, guardando um pouco do meu pensamento. Como diria a Chan "Ohh how time flies...", e ele voa, muitas vezes eu não aprendi com o passado, outras eu não fui capaz de entender, outras o sonho me faz questão de lembrar. Mas a janela, continua aqui e meus sonhos continuam passando por ela enquanto eu escrevo, e nessa hora parece que nada mudou.

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Pequeno poema de dezembro

Manhã de quinta,
queria um sorriso.
Em meio a despedida,
nenhum detalhe é findo.

Olhos puxados,
queria mais uma tarde.
De alegria na grama,
de uma coca bem gelada...

O choro é baixo, quieto
nada pode ser feito.
Essa tal de partida,
é um imenso dissabor.

De você eu guardo,
o sorriso pequeno,
o sono sem fim,
o coração imenso.

Em mim fica,
os sonhos de sempre,
a amizade onírica,
que nada, nunca separará.

(Suellen Yoshihara)

Obrigada Amanda Zanotti.

quarta-feira, novembro 04, 2009

calor, 38°, rádio, sede.

Na verdade eu comecei esse blog sem muitas intenções, nunca ninguém leu demais, ou nunca ninguém fez questão de comentar. Mas enfim, passaram-se quatro anos, estou no fim da faculdade e o que os “veteranos” falavam de como o tempo passa na faculdade, e eu achava piegas, é verdade sim. O tempo passou mesmo, eu não moro mais em uma kitnet e nem fico a noite na janela olhando a subida do lago, não fico mais feliz se o Joãozin aparece de surpresa de jog, não tenho vizinhos legais como antes, porém vejo o Jô todos os dias que posso, gosto de filmes como Amelie e Valentin, leite gelado com toddy não nescau, sempre chego a noite com fome, gosto de bolo de fubá e de pão caseiro com manteiga não margarina, e pretendo morar em uma chácara e gosto do nome Martina... e assim vai um monte de detalhes de uma menina comum, que agora vendo eu acho que eu não mudei quase nada nestes quatro anos, continuo não conseguindo odiar ninguém, não falo o que eu quero e continuo tendo como “bem-quistos” pessoas que eu nem falo mais.
Como eu já disse em algum post antigo, eu acho que eu penso demais, escrevo de menos, e que sinceramente eu acho que nenhum ser vivo muda tanto com o tempo, apesar de quererem parecer que sim. Você continua sendo a menina de sempre, e você o menino de sempre, e tem vezes que palavras, cheiros, músicas, te lembram exatamente aquele momento que nunca nenhum foi igual, e você segue a vida como se nada tivesse acontecido, mesmo sabendo que não é bem assim. A vida vai indo, daqui a pouco eu estou com 30 anos e espero que eu sorria assim como aquele dia de outono, quando essa cidade tinha um vento bom de liberdade.

quarta-feira, junho 24, 2009


"They asked me to come down and watch the parade
And to march down the street like the duracell bunny
With a wink and a wave from the cavalcade
Throwing out candy that looks like money
To people passing by that all seem to be going the other way
Said won't you follow me down to the rose parade?"

Elliot Smith

sexta-feira, junho 19, 2009

"Distraidos venceremos"

Todas atitudes que eu escolhi de certa forma terão consequências boas e ruins. Isso é óbvio, no caso hoje, eu me sinto estranha, às vezes é o livro que eu emprestei da Drica, que e fez pensar demais. Ou é a idade mesmo, ficar pensando que mais metade que vivi, é igual a quase meio centenário. Sim, eu penso em várias coisas que nem tem porquê, mas quando eu vejo, me pego matutando em coisas sem sentido, que sempre me dizem respeito, mas eu deixo pra lá, afinal eu me conheço há 23 anos e eu sei que provavelmente nada vai mudar quanto a isso. Eu realmente não tenho certeza de quase nada, só escrevo pra ver se paro de ficar pensando enquanto escuto uma música "..petalas ao vento na tempestade...", provavelmente isso tudo passará quando eu ver a Cecilia, pulando para eu arremessar o ursinho dela por mais de vinte vezes seguidas. Essa semana mais do que nunca, eu ouvi falar do diploma, em pleno dia de fotos para albúm, cafonas ao extremo só pra constar, cai a obrigatoriedade do diploma, e agora? Eu sei lá, o presidente da FENAJ que deve estar sem dormir falará mais coisas que eu, que quero uma chácara e um carrinho de golfe pra andar na grama morna de outono. Um brinde ao nada!

Suellen Yoshihara

terça-feira, junho 02, 2009

Devaneios

Dia de sol, pensamento ao vento, nada que seja menor que meu sonho um dia poderá fazer do meu outono, apenas um dia frio e me tornar apenas uma de suas devidas pessoas frias. Nuvem negra, passe longe, guarde para ti seus pensamentos pequenos, para gente de virtudes pequenas. Eu, no dia de hoje, que é carregado pelo meu mês do ano preferido, não seria capaz de escrever uma frase hipócrita ou negativa nem mesmo para quem deseja o mal desde cedo quando acorda, eu desejo apenas que você encontre seu caminho e saia logo dessa escuridão que te faz desejar coisas ruins, e o que você não percebe é que isso que te faz morrer vento a vento. Vá sair para ver o sol, inveja.

segunda-feira, outubro 27, 2008

Tieko.

A batiam tem um dos olhares mais sinceros que eu já vi, minto, é o mais sincero que eu um dia pude presenciar. Ela é a bondade que eu guardo em mim, e quem nunca me deixa brigar, é a voz que no fundo me diz que palavras e atitudes não vão embora com o vento, que palavras erradas matam-nos aos poucos.
Quando ela segura o baralho em um jogo de buraco, ela fica séria, e deve imaginar como seria bom ganhar, mas se eu estou jogando, provavelmente ela preferiria que eu ganhasse só para ver meu sorriso. Ela até hoje confunde meu nome com o dos meus irmãos quando pergunta se eu quero leite e bauru, “ Marcelo, Jéssica, Suellen” diz ela, e eu sei que é porque ela não sabe quem ela ama mais.
Ela é uma das únicas pessoas que eu não consigo escrever direito, porque eu sempre choro, nunca ninguém vai ser mais dócil que ela, ninguém. Um dos poucos dias que eu vi ela triste, foi porque eu estava, e perguntou se eu queria um cafuné, nada mais simples que isso e nada mais bonito. Ela é quem me faz arrepender às vezes de ter ido pra longe, de ter perdido as horas boas com ela, mas ela está aqui dentro, com o sorriso mais sincero e bondoso que eu já vi, está ali num crochê, em um livro, em um filme japonês, no tempero da comida e em todas minhas lágrimas que sentem saudade.

quinta-feira, junho 26, 2008

"metal heart you're not hiding, Metal heart you're not worth a thing..."

Até quanto um pensamento dura para tornar-se uma decisão completa? Acho que todos os textos que eu escrevo começam com uma pergunta. Claro, dias como o de hoje, só me fazem pensar que na verdade eu nunca tive certeza de nada. Eu sempre fui de pensar muito e falar quase nada sobre o que eu penso, o que restou pra mim, com esse genio, foi sempre escrever meio que escondido para ninguém ver. Às vezes queria um cafuné a mais, uma hora a mais de sono, que a chuva parasse, de ter sempre aquela música preferida tocando quando eu começasse a ficar brava... são detalhes, mas ninguém presta atenção neles, e quando a gente percebe, o detalhe fez falta e o pensamento não descansa até fazer algo, seja isso certo ou errado.

segunda-feira, junho 02, 2008

"Wild is the wind"


Certas frases chacotas me incomodam pela complexidade estranha que as acompanham. Na maioria das vezes que me deixam a pensar, é quando são igualmente famosas e se contrariam, daí já que a boca do povo é a de Deus, qual das duas seria divina?
Um exemplo seria a "Ah! (seguido de suspiro) as pessoas mudam" e a outra é "As pessoas não mudam, elas disfarçam"; entenda como isso é mais complicado que o necessário.
Sempre eu me pego pensando sobre isso, claro que eu mudei certas coisas nesses 21 anos, mas acho que minha personalidade e princípios são quase iguais, e os defeitos também. Com o tempo a gente se adapta, tropeça, soluça, assusta, chora, mas até que ponto, todos esses verbos em ação mudam o que a gente é acostumado a ser.
Acho que essa dúvida ficará por um bom tempo. Malditas frases e ditados populares e contraditórios. Preciso de um vento.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Notícia factual inspirada na música "Último Romance" do Los Hermanos



Todos esperam o amor chegar, na juventude espera-se na frente de casa na estação mais bonita, aquele que faça nosso sorriso virar parte do cotidiano. O romance de Seu Pedro Moraes, 76, e Dona Martina Monteiro, 72, demorou, mas, veio quando ambos menos esperavam. Ela viúva de guerra, nunca mais havia olhado para outro homem, e ele poeta e boêmio conhecido da cidade de Lajes-SC, desde jovem, relatava apenas coisas platônicas em suas obras.
No mês de março desse ano, ambos andavam na praça de Santo Inácio, ela com seu crochê e ele com seu papel e caneta debaixo do braço, quando se encontraram pela primeira vez. E todo aquele clichê que se ouvia falar finalmente fez sentido. Após dois meses se casaram naquela mesma praça em uma festa onde todos da cidade foram convidados, fazendo deles o casal mais idoso a se unir.
Pedro vendeu sua casa e encheu a casa dela de cores, ela que fica localizada na Avenida das Bromélias, 715, agora é o lar do mais “novo” casal, que passa suas tardes frescas na varanda sorrindo pro amor, “e eu pensava que esse suspiro ao vento era ilusão...” relata poeticamente Martina.
meu texto e foto fofa do gettyimages.com

terça-feira, outubro 30, 2007

"Lento, o que virá'

Acho que hoje foi um dos dias mais quentes do ano aqui em Guarapuava, eu reclamei é claro, e comecei a rir sozinha, já que em julho quando era frio e eu pulava no banho, eu sentava na cama e chorava de raiva "maldito frio".
E lá estava eu na sala vendo mais um filme em vez de aula, coloquei o fone e a música do Elliot Smith pra repetir para “siempre” pra ver se o tempo passava rápido, naquela sala escura não foi necessário mais que um refrão pra que eu pensasse finalmente no elefante rosa e puxasse um cochilo, Acordei com a porta abrindo, pensei “ ichi fudeu” olhei pro lado e vi o Daniel de óculos escuro em uma sala que a única luz era da tv, senti um alívio que pelo menos alguém levaria mais bronca que eu.
Fui ao projeto “Programa Fanzine”, estúdio quente, quase meio-dia, Wyllian, Fábio com ataque de riso, “André Bonsanto” hiperativo, cheiro de cheetos, tudo bem até então, mas o calor irritava. Mais calor, mais mormaço, mais trabalho, mais água, um sorriso no fim da tarde e com ele o vento fresco chegou.

sexta-feira, agosto 24, 2007

Samba sim

Todos os sábados de 2003 foram coloridos. Eu sabia que tudo aquilo quando passasse, deixaria uma saudade imensa. A minha mãe, a “tia” Sônia baiana, a “tia” Rose carioca e outras tantas “tias” paranaenses, ali na mesa debaixo da árvore.
-Bira me vê uma cerveja, seis copos e uma porção de tremoço - pedia a Rose com o sotaque arrastado. E todas sempre rindo, apesar dos pesares. Eu ali na piscina desejava mais tardes como aquela, idependente da estação, ali estava a cerveja e a música.
-Suellen bebe só um copo - eu sorria e no fundo tocava “... é que os momentos felizes tinham criado raízes no seu penar...” e ela já previa tudo.

quinta-feira, agosto 16, 2007

Respiro

Olhando assim, dificilmente eu acredito que sorrio sem aquela fase blasé que já me prendeu. Eu era vítima de mim mesmo, procurei e fiz minha própria confusão. Desde criança na fase de apelidos grandes e estranhos relativos a ausência de traços orientais quando comparados a outros primos e a brancura juntamente destacada, a mãe dizia que eu sofria antes do tempo, e olhando para trás mais uma vez a sabe-tudo teve razão.
Orgulhosa por natureza, sempre bati o pé, se era sim pra mim era não, não dormi quando me falaram que eu deveria parar de chupar dedo e cheirar o "cheirinho", meu irmão fez mini-macumba e a noite eu chorei contando pra mãe. Até que um dia ela chegou com o mesmo jeito de sorrir mas com algo diferente no olhar e na mão ,um pacote estranho mas bonito, abri e era uma bola azul metálica do Cebolinha, e com essa condição eu parei com o vício sem mais nem menos, e não voltei nem depois de estourar ela depois de três dias.
O que eu quero dizer com essa história boba? Que eu, e acredito que muita gente, se prende a coisas que quando menos se espera elas vão e às vezes nem saudades deixam, nesses tempos a única coisa que me trazem é um grande alívio de poder respirar em paz.

segunda-feira, agosto 13, 2007

"... e o bem estar comigo enfim..."


Tem gente que vive mal-humorada, se está sol, quer a chuva, se acorda cedo faz cara feia e se dorme demais fala que a cara está amassada. E assim consequentemente desconta na pessoa ali de bobeira, o famoso "odeio gente feliz" , que possivelmente tem como melhor amigo algum objeto de alta tecnologia que não tem com quem compartilhar.

Todo mundo tem seus dias ruins, e eu até agradeço esses dias e pessoas, que eu quando acordo e escuto de João Gilberto à Kings of Convenience e vejo o dia lá fora, agradeço por não ter essa visão tão tensa do cotidiano, de ter que descontar a frustação em outros, mesmo que seja exigente demais comigo.

Ver as borboletas que o Paulo falou no texto dele e sorrir mesmo depois de uma bronca, é só sair andando e esquecer no meio de um abraço. E indo um pouco mais na saudade, olhar pro canto da sala e sentir aquela saudade da Suzan ali no canto da sala com aquele sorriso de paz, e que mesmo sem palavras me dá a certeza que tudo vai acabar bem. E vai. Ter amigos como os meus, me faz ter vontade de chorar de alegria e assim mais uma vez esqueço do mau-humor que passeia livremente em busca da solidão.